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Mostrando postagens de Fevereiro 2, 2008

Poema | Andança para Onde não Sei | Poema

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2005
ANDANÇA PARA ONDE NÃO SEI(Manifesto contra a Arquitetura do Nada)
Caminho de casa em direção à Matriz Não sei claramente aonde ir, mas sei onde estou Vejo São Francisco: Nova Califórnia: – Tubiacanga! As casas passam sem cor vida traço – terraço, ornamentos, floreios Arquitetura do nada –quase nada resta– atesta o bom senso Becos tortos resistem tortos à tortura – ataque aéreo… O coreto da infância não está na praça: O padre pediu, derrube-se! Passa Getúlio Vargas, vem outro, quem? Correio Casarões Matriz Praça Adro Sítio arquitetônico em pleno centro comercial – vende-se tudo! Tudo, mesmo, parece outro, Cemitério. Sem mistério algum Deixo as almas para trás. Os fantasmas vivos, assombrosos, já me bastam Não vejo as fachadas de 10, 20, dirá 80 anos atrás Vejo a fachada predadora (gafanhotos vorazes) feroz Passam por mim voando rasantes Mais baixos que o sobrado Que sobrou quase ileso na esquina do Sertão Passam duas ou três imagens do que tivemos Em meio a insignificância do que …