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Mostrando postagens de Junho, 2011

O Sorriso da Flor Formosa

Publiquei o poema abaixo, quase que de improviso, na Educar para Crescer da Editora Abril:

O Sorriso da Flor Formosa

Na vespra de Santontõe
Vi seu sorriso feliz
O santo já fez o milagre
Você é tudo que quis
É a coisa mais formosa
Daqui e de todo país.

Seu pianinho resplandece
Como as estrela do céu
E cá debaixo te olhando
Dou de garra do chapéu
Quereno lavar a égua
E ser assim seu corcel.

Contam-me os Passarim
Que certo dia estarei
Diante de tua mus'ga
E nesse canto de rei
Vou festejar nosso amor
Na cama que escolherei.

Mas o branco do teu riso
Ainda não é todo meu
Você tem uma pareia
Que também te escolheu
Por enquanto ‘tô sonhano
Co'a luz que Deus me deu.

Eu aqui na Platonice
Fico a ti querer pra mim
Pra que sejamos um par
A seguir junto o camim
A semear muitas flores
Recompor nosso jardim.

Fico assim te esperano
Vivendo de verso e prosa
Doidim pra te encontrar
E declarar-te, valorosa,
Desde que vi para mim
O sorriso da flor formosa.

Evaldo Pedro Brasil da Costa
Em 21 de junho de 2011.

C49-156 e C49-157 O Dia da Claridade

I
O sol bem que dera trégua
Pra luta que não vai mal
E depois da assembleia
Permitiu fechar sinal
Foi um tremendo apitaço
Soando que nem o aço
Nas ruas da Capital.

II
O trânsito respeitoso
Como o povo educado
Não forçou nem vaiou
Pelo contrário, parado
Assistindo essa volante
O popular nos garante
Apoio no protestado.

III
Seguiu-se para o Poder
Legislativo, derrotado
O requerimento do Frei
Anastácio, o Deputado
Restava só caminhada
Mas essa massa agitada
Foi inchando, resultado:

IV
A cabeça da serpente
Dá de cara com os leões
O portão entreaberto
Arreganha aos empurrões
E o tapete vermelho
Viraria um espelho
Pra se mirar em lesões.

V
Uma centena na frente
Outro tanto bem atrás
Nem se quisesse voltar
Quem no meio era capaz...
Como uma onda surgindo
Toda a gente foi subindo
No quartel dos marajás.

VI
Depois do canto feliz
E dos discursos de apoio
Do banheiro proibido
Dos encontros decoloio
O fato dá o tom da notícia
Na abordagem propícia
Separam-se trigo e joio.

VII
Na proporção que a fome
Joga contra o movimento
Inversa se faz em nome

C49-150 Pequena louvação à Chamego Medonho

(Tradicional e Moderna com fogueira e foguetão)

Sábado passado, dia 04, entre espera e forró, a despeito de outros eventos havidos e anunciados, ocorreu no CAOB de Esperança a abertura extra-oficial do São João da cidade. Com a presença do prefeito Nobson Pedro de Almeida - Nobinho, empresários, imprensa, ativistas culturais e juventude festeira, a quadrilha Chamego Medonho apresentou coreografia, figurino e tema para as comemorações juninas deste ano.

Com uma apresentação impecável, figurino bastante representativo, a quadrilha representará Esperança em diversas cidades, com destaque para Campina Grande. Como tem sido sua marca, abre a apresentação com Literatura de Cordel, há uma pequena pausa para a maioria dos brincantes com um Casamento Matuto e, destaque-se aqui que o conjunto da obra merece nosso aplauso.

Na temática, o Balão está representado por tons de prata e azul céu; a Fogueira, por vermelho e laranja; o casal "Chamego", em lilás; rei e rainha do milho em verde e …

Passatempo

A espera desespera ansioso
E ansioso não espera ocasião
O paciente apascenta ansioso
E o ansioso se faz presa da razão

O mistério mistifica ardiloso
E ardiloso não ministra delação
A delação apazigua ardiloso
E o ardiloso se faz presa da razão

A fôrma formaliza ocioso
E ocioso não formula petição
A petição incomoda ocioso
E o ocioso se faz presa da razão

O pavio apavora belicoso
E belicoso não belisca pavilhão
O pavilhão se apresenta belicoso
E o belicoso se faz presa da razão

A força fortalece mentiroso
E mentiroso não ministra reação
A reação reprimenda mentiroso
E o mentiroso se faz presa da razão

O amor se faz bem mais primoroso
E primoroso não se rende, contrição
O ser presente vivifica primoroso
E primoroso se faz prece e oração.

Evaldo Pedro Brasil da Costa
(Entre 3 e 4 de Fevereiro de 2005)

C49-155: O ataque rasante dos gansos de Zé Belo

(Para professor Dinha, Adailton Santos)


I
Revendo memórias de criança
Parei, pensei... A pouco me dava
Conta de que nossa lembrança
Só com estímulos se mostrava.
Dinha, que um dia fora menino,
Vem aguçando o humor ferino
E numa tirada me provocava:

II
―Silvino Olavo devia estar doidão
Falando de Cysne, de Sombra
Iluminada... Aqui tem é ganso.
E eu nem sei qual era a lomba.
―Adriano Véi ficava chorando
Quando, comigo, pelejando o
Velho poeta, detonado tomba.

III
Por trás de casa campo incerto
A esquina de hoje era curvada
Garagens, esgoto a céu aberto
Óleo cru, fezes, terra molhada
E a gurizada brincando ao sol
O barro secando no mocotó
Carreira na hora da revoada.

IV
Relembro terreiros onde criança
Cacei, pesquei... tanto brincava
Rua da Lagoa, Ladeira do Cabaré
Onde, em venturas, eu sonhava.
Lula, a marretada, o sapo voando
Notas de cigarro e eu enricando
E um rasante que amedrontava.

V
Os gansos, primos dos cisnes
Saiam do muro, bela fazenda
De Seu Zé Belo e Dona Idalina
De manhãzinha, feito lenda.
Vão catar comida, em…

C49-154 ProJovem pro jovem jovem

(Ambiente de Esperança pra evitar seu padecer)

I
Depois que a gente nasce
E percebe o tempo correr
Percebe que está sozinho
No caminho para crescer:
Se não tivermos ajuda
Será um deus-nos-acuda
Nós podemos padecer.

II
Mas por aqui já existe
Funciona com experiência
O ProJovem Adolescente
Um serviço de convivência:
O vínculo ele fortalece
Na família que padece
Perante tanta carência.

III
ProJovem é para o jovem
Arriscado em proceder
Pra que volte pra escola
Pra diminuir o sofrer...
Assim cada um coletivo
Aqui encontra motivo
Pra lutar pro bem viver.

IV
Teatro, música e dança
Nesse projeto cultural;
Esporte, lazer e turismo
Na vertente ambiental.
Festas comemorativas
Em ações participativas
Na temática transversal.

V
Assim a gente renasce
Perante o tempo a correr
Já não se vê tão sozinho
Aprende a bem conviver:
Na chegada dessa ajuda
Já não há deus-nos-acuda
Mas há muito a se vencer.

VI
Por isso, se ajunte a nós
No trabalho voluntário
Convidamos todo jovem
A seguir nesse rosário:
Os de quinze a dezessete
Entre nesse telequete...
Você…