sexta-feira, 27 de maio de 2011

Regulamentação do Cargo de Assessor de Comunicação e Imprensa

A “Casa de Francisco Bezerra da Silva”, no apagar do 1º período ordinário, aprovou a regulamentação do Cargo de Assessor de Comunicação e Imprensa para trabalhar em programa radiofônico e divulgar as ações do Poder Legislativo de Esperança/PB.

Atualmente sem ninguém ocupando esse cargo, a Câmara Municipal, através da mesa diretora, sob a presidência de Anselmo Vieira, apresentou o projeto de lei, sob o argumento de que, desde 2003 não fora regulado e, o valor a ser pago, está defasado e fora da lei.

Desde então, o valor congelado no hermetismo da lei e dos legisladores, acabou abaixo do atual salário mínimo, dos R$ 545,00. A proposta então é nivelar com o soldo do Assessor Parlamentar, atualmente em R$ 1.500,00.

A título de protesto, atualmente a Fenaj, Federação Nacional dos Jornalistas, peleja para voltarmos no tempo e ao bonsenso e se exigir o diploma de nível superior, Bacharelado em Comunicação Social, para o exercício da profissão, vez que há alguns anos a exigência dessa formação foi derrubada pelo contrassenso reinante.

A despeito dos argumentos da situação e da oposição naquela casa legislativa, em plena era da proliferação da informação – de boa ou má qualidade –esse blog que poderia ser diário, no que se presta, é de-vez-em-quandário. Não tenho internet em casa. Ainda é muito cara comparada à péssima qualidade dos serviços que temos...

Não faço mais jornalismo, mas acredito que, qualquer um pode fazer o programa da Câmara, da Prefeitura, se for apenas para cumprir tabela, tarefa... por um salário mínimo. Se for para um serviço de qualidade, a proposta da casa ainda é pequena. Se for para ficar a serviço dos chefes e não de quem efetivamente paga, cada um de nós, não vale preço nenhum. Eu não o faria. Se for para dedicação exclusiva, sugiro R$ 3.000,00, o que se paga de subsídio atualmente a Secretário Municipal. Os R$ 1.500,00 de Secretário Adjunto, bem que pagam bem demais aos Assessores Parlamentares. Salvo honrosas exceções, o fazem pelo soldo, pelo saldo; esses fiéis soldados. Mais um, seja bem vindo, seja quem for e faça um bom trabalho.

Eu, preferia fazer de graça, desde que isso me garantisse a defesa da minha leitura de mundo e o direito ao contraditório, do que fazer nas atuais circunstâncias e condições.

“Nordestino nunca fica satisfeito
Quando come, ele enche o bucho!
Vive muito bem com pouco luxo
Nordestino não liga com o malfeito (...)”

Eu falo é nordestinês, Cordel 49.141