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Mostrando postagens de Junho 13, 2011

C49-156 e C49-157 O Dia da Claridade

I
O sol bem que dera trégua
Pra luta que não vai mal
E depois da assembleia
Permitiu fechar sinal
Foi um tremendo apitaço
Soando que nem o aço
Nas ruas da Capital.

II
O trânsito respeitoso
Como o povo educado
Não forçou nem vaiou
Pelo contrário, parado
Assistindo essa volante
O popular nos garante
Apoio no protestado.

III
Seguiu-se para o Poder
Legislativo, derrotado
O requerimento do Frei
Anastácio, o Deputado
Restava só caminhada
Mas essa massa agitada
Foi inchando, resultado:

IV
A cabeça da serpente
Dá de cara com os leões
O portão entreaberto
Arreganha aos empurrões
E o tapete vermelho
Viraria um espelho
Pra se mirar em lesões.

V
Uma centena na frente
Outro tanto bem atrás
Nem se quisesse voltar
Quem no meio era capaz...
Como uma onda surgindo
Toda a gente foi subindo
No quartel dos marajás.

VI
Depois do canto feliz
E dos discursos de apoio
Do banheiro proibido
Dos encontros decoloio
O fato dá o tom da notícia
Na abordagem propícia
Separam-se trigo e joio.

VII
Na proporção que a fome
Joga contra o movimento
Inversa se faz em nome