Postagens

Mostrando postagens de 2012

Novo Tempo: penúltimas palavras

Imagem
Veja uma das capas:
...e saiba o que publicamos:
Ano IV – Nº 24 – Esperança e Região – Paraíba – Brasil – Jan-96
CAPA: Podemos continuar? (Editorial pág. 2); Fotolegenda (Praça da Cultura com igreja matriz ao fundo) Nilda, em 1975 (Foto: Chico Braga); Nesta Edição: Vencedores do Concurso 70 anos de Redação; Madroeira (Pe. Ribamar).
MIOLO
Pág.2: Jornal Novo Tempo, o Nosso Jornal, Editorial; Nossa História 09 (Ano I, nº 09, Jul-Ago85); Réveillon (Pedro Brasil) poema;
Pág.3: Prêmio de Redação: Soube que em Esperança tinha índios...; Esperança 70 anos (Taiguara Rangel) Cat. 1ªa 4ª Séries; O Amanhecer do Lírio Verde da Borborema (Emanuel Vieira) Cat. 5ª a 8ª Séries; José Ramalho da Costa: Trinta anos de ausência (Vera Lucan); Curso de Natação pode não recomeçar dia 16; (Ênio Digitação, Água de Cheiro, Cultura Livraria e Papelaria, e FarmaVida);
Pág.4: TV e dignidade: “A vítima é sempre o povo mortal-jeca-feio-nada” (Glória Azevedo); Escrevendo Sobre... (José Luiz) Gênero e Educação Física (V);…

C49-107 De como o bicho-preguiça fez o caminho do burro

I- Um burro brabo se emancipou do patrão/ E na fuga fez caminho mata a dentro/ Entre árvores robustas e arbustos fez rebento/ Legando sua história à nova geração/ Seus perseguidores seguiram sua trilha/ Em ziguezague fizeram mais de milha/ E ampliaram aquela rota com razão.
II- Em respeito ao acaso e à natureza/ Caçadores mantiveram mesma rota/ Caravanas não mexeram na marmota/ Pra muita gente o vai-e-vem era beleza/ E um estrangeiro depois de muito tempo/ Notou outros caminhos em contratempo/ Rotas paralelas infindáveis de leveza.
III- Por que, então, esse estranho roteiro/ Destoando da paisagem que se vê? Por que, então, nada se viu a fazer/ Para mudar esse caminho primeiro? Os mais velhos lhe contaram a história/ Pelo que ainda guardavam na memória/ Do burro brabo que deu o tom derradeiro.
IV- Como mudar se não se quiser mudança? Como fazer se não se vê necessidade? E quem a viu, parecendo por maldade,/ Se reuniu a outras forças em aliança. O tempo passa até que vira disputa/ E tudo p…

Entrevista Marcada: 70 anos de Esperança

Ano IV – Nº 23 – Esperança – Paraíba – Brasil – Nov/Dez-95
Esperança comemoraria seus 70 anos naquele momento. O único jornal em circulação era o nosso. Na Rádio Cidade, Programa Especial apresentado por Roberto Cardoso reunindo João de Deus Melo, José Torres, Nino Pereira, com nossa participação e do confrade Anaelson Leandro. Na Câmara Municipal, esses atores se juntam a Luiz Martins e Arlindo Delgado. De marcante, a nosso ver, a constatação de que todos fizeram parte de uma mesma corrente política, já que nem Nino Pereira nem Zeca Torres contestaram esta afirmação de Arlindo Delgado. Em nosso impresso, a fala oficial e a fala comprometida com a história, as artes e a gente que fez e faz Esperança.
CAPA:
70 anos de Esperança: Uma oportunidade para reflexão; A “Egreja” Matriz em 1935 (João G. Guimarães/Pedro Gazeano) e A Igreja Matriz hoje: verticalizada (Jovino); Titico Celestino (Evaldo95, caricatura) homenagem;
MIOLO:
Pág.2: Esperança e Seus Primórdios (João de Deus Melo) Especial; M…

C49-138: O Jumento é nosso irmão maior

ISPICIÁ PRO RIBULIÇO NA FÊRA II
(Outro dia vi um deles bem novin’ caminhando no centro da cidade)

I
Sempre que me falam do danado
Lembro a manchinha no lombo
O resultado não de um tombo,
Mas do xixi, dizem, derramado
Pelo menino Jesus de Nazaré
O preferido pra não andar a pé
Sem querer deixar o bicho cansado.

II
Asno seria o seu nome primeiro
Um sincopado de asinu, do latim
O burro também surgiria assim
De burricu, nos informa dicioneiro
É ‘cavalo pequeno’, pois primos
Seu nome todo é Equus asinos e
Jumentu também é um verdadeiro.

III
Se burro derivou por regressão
E burrico agora é igual burrinho
Eu afirmo manifesto de carinho
Se for grande o chame de asneirão
Se for fraco e molenga é burrego
Mas não é miúdo qual borrego
Filhote da ovelha e o carneirão.

IV
Asinino, burro, jerico, orelhudo
São primos do Equus caballus
Cruzam até sem dó nem abalos
Viram mulo, mas tanto sortudo
São inférteis, mas ganham altura
Seguem vivos, ajudam na cultura
Do arado, da lavoura, em tudo.

V
De jackass, asno dito em inglês,
Surge o jegue n…

Entrevista Marcada 20, 21, 22

Ano IV – Nº 20 – Esperança – Paraíba – Brasil – Ago/Set-95 (7)
CAPA: Falta água, mas a conta chega!; Praça Nua (Leandro de Souza); Espera(nça)?...; MIOLO - Pág.2: Jornal Estudantil (Ano I, nº 06); A Morte do Besouro (R. Viturino) o poema do desventurado; Esperança espera, Indigência e morte, Censura prévia e Em tempo (Editorial em sueltos); Pág.3: Falta água, mas a conta chega! (Marcelino Araújo); Passe e ame a praça II (P. Brasil) ou Protesto; Sem antecedentes (Francisco Soares); Ei Lezin! (Entrevista) Zé Lezin por Nairon Barreto; ... Espera(nça)? (Benedito A. M. de Oliveira); e CONTRACAPA: Escrevendo Sobre... (José Luiz) Gênero e Educação Física (III); Convite missa de sétimo dia (Carla Borba) o caminho do original; A máquina (Isaac Cândido).
Patrocinadores: Angellianne Artes, Eletrônica Barbosa, Picuí Motocar, João Araújo Promoções e Eventos Esportivos, além de 05 anunciantes nos Classificados e 03 notas.

Ano IV – Nº 21 – Esperança – Paraíba – Brasil – Set/Out-95 (8)
CAPA: São Paulo: …

Manifesto da Identidade Cultural II

Imagem
Pelo desdobramento da Secretaria de Educação


Estamos em ano eleitoral e, apesar de alguns em sua rotina sequer reflitam em torno de Esperança e das nossas esperanças e aspirações, julgo oportuno chamar a atenção para a Cultura e o Desporto.


O antigo Departamento de Educação se tornou Secretaria e com o tempo, de Educação Cultura e Desportos, com um Deaesp, Departamento de Esporte Amador de Esperança. Esse por sua vez se tornaria Secretaria, como proposto nas eleições 2008. No entanto, projeto apresentado, acabou por ser reprovado por maioria oposicionista e falta da situação na Câmara Municipal, este ano. Não se sabe se por estratégia para expor bancada do contra ou se por ter sido lembrado tardiamente, difícil mensurar prós e contras disso. Fato é que o imbróglio despertou pequeno debate entre os desportistas da cidade. Agora, reaparece nas propostas de campanha.

O Departamento de Cultura (?), por sua vez, contou com um nome afim no posto de Diretora. Essa pasta viveu desde sempre, dent…

Entrevista Marcada 18 e 19

Segue o registro do vivido no Novo Tempo

Ano III – Nº 18 – Esperança – Paraíba – Brasil – Jun/Jul-95 (5)
CAPA: A praça é nossa e da cultura, também (Rivanilson, fotos do descaso); MIOLO - Pág.2: Uma reflexão sobre educação (Helder Pegado); A praça é nossa e da cultura, também (Editorial); Sete conquistadores, uma dama fértil, a fecundação e a ação do prodígio (Nossa História Especial) Raimundo Viturino; Pág.3: Deus e o diabo no mundo de João (João Barata é, mesmo, um barato III); Papo cabeça; O Pinto Pia (Pinto Júnior) Lula-light; e CONTRACAPA: Escrevendo Sobre... (José Luiz) Gênero e Educação Física (I); Espi’aí Picui (Cícera Isabel) São Pedro tradição; Morte e Vida Cegarina.
A Confraria dos Biuls é o Conselho Editorial; e Enio José faz a Digitação. Patrocinadores: Angellianne Artes, Eletrônica Barbosa, Picuí Motocar, João Araújo Promoções e Eventos Esportivos, além de 07 anunciantes nos Classificados e 04 notas institucionais.

Ano III – Nº 19 – Esperança – Paraíba – Brasil – Jul/Ago-95…

C49-092: Primeiros discursos

O papel do homem público é servir
A possibilidade de candidatura a vereador me colocou a pensar no papel que desempenharia em sendo eleito. Pela observação da ação de certos agentes públicos, com os quais não concordo, e dos exemplos que me guio, aqui escrevo sobre sensibilidade e ética; oligarquia e nepotismo; acomodação e visão de futuro; práticas e prioridades; ação e omissão.

I
O papel do homem público
É servir à população
Não à própria família
Nem a um só cidadão.
É lançar para o futuro
Pensamento prematuro
Agir por antecipação.

II
O papel do homem público
É servir com dedicação
Não pensar só na família
Nem no chefe, no patrão.
É lançar-se no monturo
Permanecendo maduro
Em comum celebração.

III
O papel do homem público
É ter olhar visionário
Não pensar só no agora
Nem se fazer milionário.
É tratar sem dar desgosto
O dinheiro do imposto
Que pagamos pro erário.

IV
O papel do homem público
É ter fé no imaginário
Não pensar numa vitória
Nem se fazer salafrário.
É enfrentar cada preposto
Que se fizer como imposto
E d…

Entrevista Marcada 16 e 17

Segue o registro do que foram as edições do Jornal Estudantil/Novo Tempo em sua fase voltada para o ativismo cultural.

Ano III – Nº 16 – Esperança – Paraíba – Brasil – Mar/Abr-95
Esta é a 3ª Edição da nova fase

CAPA: Bataticultores, Entre a cruz do crédito e a espada dos atravessadores (Antonio Ferreira e Helder Lira); Registro (abertura da SEEE); Alternativas (convite à leitura); MIOLO - Pág.2: Violência Gratuita (Charles N. Costa); !?rohneS ,ut sarE (Onassis Xavier); Carta ao leitor (Editorial); Estudantes falam, cantam e encantam (Nossa história III); Cartas dos Leitores; Versos Íntimos, o poema do escarro; Pág.3: O Pinto Pia (Pinto Júnior) Articulista quer Cine Iris Centro Cultural; Escrevendo Sobre... (José Luiz) A história da ASCORC (I); Espi’aí Picui (Cícera Isabel) Associação Universitária é fato concreto; São José, Índio, Rio São Francisco (Ney Vital); Pág.4: Fé, Poesia e Luta: Esta noite, pedirão a tua alma? (Geová Lima, Sara Nossa Terra); Uma ideia de felicidade (Vital Carvalh…

A Menina da Cara de Ruge

(Quem não se enfeita se enfeia)

I
É tempo de Eleições
Tempo de cores vibrantes
Tempo de reflexão
Onde muitos são errantes
Prefiro ficar de fora
Já passou a minha hora
Minhas falas, dissonantes.

II
Prefiro lembrar as cores
De tanta cara pintada
Do rubor de certas flores
Da juventude levantada
Da menina de pudor
Que a palidez apagou
Sem ruge, ruborizada.

III
Prefiro lembrar que devo
E nesse momento pago
Em homenagem me enlevo
Sem medo de ficar gago
Menina da cara pintada
De ruge, avermelhada
Seu sorriso é um afago.

IV
De família de destaque
Na produção de calçados
No comércio faz ataque
Cabelos esbranquiçados
Em seu sorriso infantil
Em seu espírito juvenil
Os ares de bem-casados.

V
De família servidora
Do povo desta cidade
Pai amigo a toda hora
Mãe reduto de bondade
Ela tem um par modelo
Seus avós lhe foram zelo
Segue ela na saudade.

VI
Mas aquele ruge na cara
Nunca mais pude esquecer
Não que fosse coisa rara
Ou quisesse aparecer
Era do branco contraste
No vermelho que pintaste
Pro vigor esclarecer.

VII
Quem não se enfeita se enfeia
Em…

Entrevista Marcada

Continuação (2ª Parte) 14 e 15

Continuando o registro de atores (autores) e suas obras, a título de justiça para com meus pares, e a ampliando informações junto aos assinantes da TV Lírio Verde, volto a esse “devezenquandário”. Estamos em 1995.

Ano III – Nº 14 – Esperança-PB – Fev/Mar-95; C.F.95
“Eras tu, Senhor?” e Confraria dos Biuls.
Depois de uma década, esses elementos informativos marcam a capa da edição de 04 páginas, dando conta de ser continuação daqueles objeto e objetivos nascidos a partir agosto de 84. Adriano André, agora Padre, assinava o texto da Campanha da Fraternidade (CAPA); Marcelino Araújo (Eu e o Novo Tempo, uma história que vai continuar) e Mita Costa (Trio de mim), de Campina Grande e São Paulo, respectivamente, assinavam a Coluna Aberta; A partir de então, professor em Jornalismo/UEPB, assino como Jornalista Responsável. No expediente; Conselho Editorial, Redação e Pesquisa (Mércio Araújo, Adriano Vital e eu) e ainda os colaboradores João Araújo, Carlos Almeida e…

O café de Vera* e Dona Adélia

(Toda gente é orgulhosa da dupla do cafezinho)


I
O café de Dona Adélia
Famoso lá na Prefeitura
Não é coisa de Ofélia
Nem traço de amargura.
Tem tom de despertador
Tem toque de mui amor
Se aproxima da doçura.

II
O café de Dona Adélia
Só tem lá na Prefeitura
Não é coisa de Amélia
Tem traço de brandura.
Quentinho é renovador
Morninho é restaurador
Frio, um tanto loucura.

III
De Adélia, o cafezinho,
Todo mundo sabe, é bom
Ninguém diz que é ruim
Diz em alto e bom som.
Mas pra falar a verdade
Pra não nutrir a vaidade
Agora vou mudar o tom:

IV
O Pretinho tem segredo
Que se evita (de) contar
Por respeito e até medo
Para não se embaraçar:
De Vera... eu não te digo
De Minta... corro perigo,
Pare um pouco pra pensar.

V
Normalmente a Vera faz
Adélia, quando ela falta,
Mas todo dia ela traz e o
Pretinho sempre na pauta.
Como se coelho fosse da
Páscoa quando me trouxe
De presente aquela flauta.

VI
A Vera é que come milho
Adélia, quem leva a fama
Elas nos tratam por filho’
E desenrolou-se a trama:
Se Vera marca presença
Adélia faz sem diferenç…

Entrevista Marcada

continuação (1ª Parte)
A título de justiça para com meus pares e para ampliar registro junto aos assinantes da TV Lírio Verde, utilizo mais uma vez esse meu “devezenquandário”. Venho acrescentar alguns elementos, a quem interessar possa nessa nossa história recente. Na 64ª edição do quadro/programa Entrevista Marcada, de 03 de agosto de 2012, fui entrevistado e tratei, um tanto de improviso, mostrando-me no que sou, em que condição estou, ao tratar longamente do Jornal Estudantil/Novo Tempo e, da 1ª edição da Revista da Esperança, além de comportamento, política, religiosidade, Esperança etc.
O Jornal Estudantil em sua primeira edição circula em 28 de agosto de 1984, fundado no Colégio Estadual de Esperança, em resposta à promessa de que, se eleitos, membros do Grêmio Estudantil fariam um jornalzinho. Tinha apenas 03 páginas impressas em mimeógrafo e seis pais, alunos de 1º e 2º ano científico. Assim se repete em 19 de setembro, 2ª Edição; em 25 de outubro, nº 03, 04 páginas; em 21 …

Rescaldo

José Bezerra Cavalcante, pra quem não souber, irmão de Zazá e Fernando Bezerra, lança nesta terça, 07, nas AALE, às 19h30, mais um conjunto de poemas. Desta vez, depois do Baú de Lavra (2009) dá a luz o seu Rescaldo. Convites com Inacinha Celestino e Vitória Coelho. Conheça um dos poemas dele:
PAVÃO DESENCANTADO
Minha visão esbarra em descampado,
mato espinhoso e terra desgrenhada.
Então, eu vejo fúlvido pavão
com sua longa cauda desdobrada,
pintado lume em cores de verão,
pictografia mural iconizada,
meu pavão, de cordéis a ressumar,
virando pedra o sol e seu clarão
- um sol final, pavão crepuscular.
(José Bezerra Cavalcante, do convite de lançamento de Rescaldo)