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Mostrando postagens de Agosto, 2012

Entrevista Marcada 16 e 17

Segue o registro do que foram as edições do Jornal Estudantil/Novo Tempo em sua fase voltada para o ativismo cultural.

Ano III – Nº 16 – Esperança – Paraíba – Brasil – Mar/Abr-95
Esta é a 3ª Edição da nova fase

CAPA: Bataticultores, Entre a cruz do crédito e a espada dos atravessadores (Antonio Ferreira e Helder Lira); Registro (abertura da SEEE); Alternativas (convite à leitura); MIOLO - Pág.2: Violência Gratuita (Charles N. Costa); !?rohneS ,ut sarE (Onassis Xavier); Carta ao leitor (Editorial); Estudantes falam, cantam e encantam (Nossa história III); Cartas dos Leitores; Versos Íntimos, o poema do escarro; Pág.3: O Pinto Pia (Pinto Júnior) Articulista quer Cine Iris Centro Cultural; Escrevendo Sobre... (José Luiz) A história da ASCORC (I); Espi’aí Picui (Cícera Isabel) Associação Universitária é fato concreto; São José, Índio, Rio São Francisco (Ney Vital); Pág.4: Fé, Poesia e Luta: Esta noite, pedirão a tua alma? (Geová Lima, Sara Nossa Terra); Uma ideia de felicidade (Vital Carvalh…

A Menina da Cara de Ruge

(Quem não se enfeita se enfeia)

I
É tempo de Eleições
Tempo de cores vibrantes
Tempo de reflexão
Onde muitos são errantes
Prefiro ficar de fora
Já passou a minha hora
Minhas falas, dissonantes.

II
Prefiro lembrar as cores
De tanta cara pintada
Do rubor de certas flores
Da juventude levantada
Da menina de pudor
Que a palidez apagou
Sem ruge, ruborizada.

III
Prefiro lembrar que devo
E nesse momento pago
Em homenagem me enlevo
Sem medo de ficar gago
Menina da cara pintada
De ruge, avermelhada
Seu sorriso é um afago.

IV
De família de destaque
Na produção de calçados
No comércio faz ataque
Cabelos esbranquiçados
Em seu sorriso infantil
Em seu espírito juvenil
Os ares de bem-casados.

V
De família servidora
Do povo desta cidade
Pai amigo a toda hora
Mãe reduto de bondade
Ela tem um par modelo
Seus avós lhe foram zelo
Segue ela na saudade.

VI
Mas aquele ruge na cara
Nunca mais pude esquecer
Não que fosse coisa rara
Ou quisesse aparecer
Era do branco contraste
No vermelho que pintaste
Pro vigor esclarecer.

VII
Quem não se enfeita se enfeia
Em…

Entrevista Marcada

Continuação (2ª Parte) 14 e 15

Continuando o registro de atores (autores) e suas obras, a título de justiça para com meus pares, e a ampliando informações junto aos assinantes da TV Lírio Verde, volto a esse “devezenquandário”. Estamos em 1995.

Ano III – Nº 14 – Esperança-PB – Fev/Mar-95; C.F.95
“Eras tu, Senhor?” e Confraria dos Biuls.
Depois de uma década, esses elementos informativos marcam a capa da edição de 04 páginas, dando conta de ser continuação daqueles objeto e objetivos nascidos a partir agosto de 84. Adriano André, agora Padre, assinava o texto da Campanha da Fraternidade (CAPA); Marcelino Araújo (Eu e o Novo Tempo, uma história que vai continuar) e Mita Costa (Trio de mim), de Campina Grande e São Paulo, respectivamente, assinavam a Coluna Aberta; A partir de então, professor em Jornalismo/UEPB, assino como Jornalista Responsável. No expediente; Conselho Editorial, Redação e Pesquisa (Mércio Araújo, Adriano Vital e eu) e ainda os colaboradores João Araújo, Carlos Almeida e…

O café de Vera* e Dona Adélia

(Toda gente é orgulhosa da dupla do cafezinho)


I
O café de Dona Adélia
Famoso lá na Prefeitura
Não é coisa de Ofélia
Nem traço de amargura.
Tem tom de despertador
Tem toque de mui amor
Se aproxima da doçura.

II
O café de Dona Adélia
Só tem lá na Prefeitura
Não é coisa de Amélia
Tem traço de brandura.
Quentinho é renovador
Morninho é restaurador
Frio, um tanto loucura.

III
De Adélia, o cafezinho,
Todo mundo sabe, é bom
Ninguém diz que é ruim
Diz em alto e bom som.
Mas pra falar a verdade
Pra não nutrir a vaidade
Agora vou mudar o tom:

IV
O Pretinho tem segredo
Que se evita (de) contar
Por respeito e até medo
Para não se embaraçar:
De Vera... eu não te digo
De Minta... corro perigo,
Pare um pouco pra pensar.

V
Normalmente a Vera faz
Adélia, quando ela falta,
Mas todo dia ela traz e o
Pretinho sempre na pauta.
Como se coelho fosse da
Páscoa quando me trouxe
De presente aquela flauta.

VI
A Vera é que come milho
Adélia, quem leva a fama
Elas nos tratam por filho’
E desenrolou-se a trama:
Se Vera marca presença
Adélia faz sem diferenç…

Entrevista Marcada

continuação (1ª Parte)
A título de justiça para com meus pares e para ampliar registro junto aos assinantes da TV Lírio Verde, utilizo mais uma vez esse meu “devezenquandário”. Venho acrescentar alguns elementos, a quem interessar possa nessa nossa história recente. Na 64ª edição do quadro/programa Entrevista Marcada, de 03 de agosto de 2012, fui entrevistado e tratei, um tanto de improviso, mostrando-me no que sou, em que condição estou, ao tratar longamente do Jornal Estudantil/Novo Tempo e, da 1ª edição da Revista da Esperança, além de comportamento, política, religiosidade, Esperança etc.
O Jornal Estudantil em sua primeira edição circula em 28 de agosto de 1984, fundado no Colégio Estadual de Esperança, em resposta à promessa de que, se eleitos, membros do Grêmio Estudantil fariam um jornalzinho. Tinha apenas 03 páginas impressas em mimeógrafo e seis pais, alunos de 1º e 2º ano científico. Assim se repete em 19 de setembro, 2ª Edição; em 25 de outubro, nº 03, 04 páginas; em 21 …

Rescaldo

José Bezerra Cavalcante, pra quem não souber, irmão de Zazá e Fernando Bezerra, lança nesta terça, 07, nas AALE, às 19h30, mais um conjunto de poemas. Desta vez, depois do Baú de Lavra (2009) dá a luz o seu Rescaldo. Convites com Inacinha Celestino e Vitória Coelho. Conheça um dos poemas dele:
PAVÃO DESENCANTADO
Minha visão esbarra em descampado,
mato espinhoso e terra desgrenhada.
Então, eu vejo fúlvido pavão
com sua longa cauda desdobrada,
pintado lume em cores de verão,
pictografia mural iconizada,
meu pavão, de cordéis a ressumar,
virando pedra o sol e seu clarão
- um sol final, pavão crepuscular.
(José Bezerra Cavalcante, do convite de lançamento de Rescaldo)