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Mostrando postagens de Agosto 29, 2012

A Menina da Cara de Ruge

(Quem não se enfeita se enfeia)

I
É tempo de Eleições
Tempo de cores vibrantes
Tempo de reflexão
Onde muitos são errantes
Prefiro ficar de fora
Já passou a minha hora
Minhas falas, dissonantes.

II
Prefiro lembrar as cores
De tanta cara pintada
Do rubor de certas flores
Da juventude levantada
Da menina de pudor
Que a palidez apagou
Sem ruge, ruborizada.

III
Prefiro lembrar que devo
E nesse momento pago
Em homenagem me enlevo
Sem medo de ficar gago
Menina da cara pintada
De ruge, avermelhada
Seu sorriso é um afago.

IV
De família de destaque
Na produção de calçados
No comércio faz ataque
Cabelos esbranquiçados
Em seu sorriso infantil
Em seu espírito juvenil
Os ares de bem-casados.

V
De família servidora
Do povo desta cidade
Pai amigo a toda hora
Mãe reduto de bondade
Ela tem um par modelo
Seus avós lhe foram zelo
Segue ela na saudade.

VI
Mas aquele ruge na cara
Nunca mais pude esquecer
Não que fosse coisa rara
Ou quisesse aparecer
Era do branco contraste
No vermelho que pintaste
Pro vigor esclarecer.

VII
Quem não se enfeita se enfeia
Em…