segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Novo Tempo: penúltimas palavras

Veja uma das capas:
...e saiba o que publicamos:
Ano IV – Nº 24 – Esperança e Região – Paraíba – Brasil – Jan-96
CAPA: Podemos continuar? (Editorial pág. 2); Fotolegenda (Praça da Cultura com igreja matriz ao fundo) Nilda, em 1975 (Foto: Chico Braga); Nesta Edição: Vencedores do Concurso 70 anos de Redação; Madroeira (Pe. Ribamar).
MIOLO
Pág.2: Jornal Novo Tempo, o Nosso Jornal, Editorial; Nossa História 09 (Ano I, nº 09, Jul-Ago85); Réveillon (Pedro Brasil) poema;
Pág.3: Prêmio de Redação: Soube que em Esperança tinha índios...; Esperança 70 anos (Taiguara Rangel) Cat. 1ªa 4ª Séries; O Amanhecer do Lírio Verde da Borborema (Emanuel Vieira) Cat. 5ª a 8ª Séries; José Ramalho da Costa: Trinta anos de ausência (Vera Lucan); Curso de Natação pode não recomeçar dia 16; (Ênio Digitação, Água de Cheiro, Cultura Livraria e Papelaria, e FarmaVida);
Pág.4: TV e dignidade: “A vítima é sempre o povo mortal-jeca-feio-nada” (Glória Azevedo); Escrevendo Sobre... (José Luiz) Gênero e Educação Física (V); (Sorveteria e Pizzaria Paloma; Farmácias Santa Vitória);
Pág.5: Praça, lugar de todos nós e da nossa história (João B. Bastos) e Coluna Espírita (SEEE) Você já pensou nisso? (Foto Braga, Cantinho Pizzas, Serigrafia Grigório, CEF, Brilhart).
CONTRACAPA:
Pág.6: Espi’aí Picui (Cícera Isabel) É preciso ensinar cultura fazendo arte; Fotolegenda (Rivanilson Mangueira) Periferia; Educação: Um caso de polícia (Onassis M. Xavier); (Labotest, AB1 Livraria e Papelaria, Boa Esperança, Disk-massas Irmãs Costa, Distribuidora Picuiense de Bebidas Ltda., Serviço Registral Lyra, Picuí Motocar).

Ano IV – Nº 25 – Esperança e Região – Paraíba – Brasil – Abr-96
CAPA: Às margens do Rio Ipiranga, eu sentei e chorei (pág. 4); Fotolegenda (Evaldo Pedro) Sede dos Correios, painel 70 anos; Penúltimas palavras (Editorial pág. 2); América 50, pág. 5.
MIOLO
Pág.2: Penúltimas palavras, Editorial; Nossa História 10 (Ano I, nº 10, Out85); Versos Apocalípticos (Claudionor Vital) poema; (Ênio Digitação);
Pág.3: Prêmio de Redação: Esperança, verde que te quero vida; (...) 70 anos de História (André Costa) Cat. 2º Grau; Setenta Anos de Esperança (Anaelson Leandro) Cat. 3º Grau; Arte em forma de som; (Água de Cheiro, FarmaVida, AB1 Livraria e Papelaria, Serviço Registral Lyra, Eletrônica Barbosa e GM Artes);
Pág.4: Às margens do Rio Ipiranga, eu sentei e chorei (Alfredo Marques); Coluna Espírita (SEEE) Ciência atesta a Reencarnação; (Clínica São Paulo, Foto Braga, Serigrafia Grigório, Distribuidora Picuiense de Bebidas Ltda., Disk-massas Irmãs Costa, Casa do Eletricista, Picuí Motocar, Videogame Locadora);
Pág.5: América: “50 anos de futebol e etc”; Se eu fosse o Deus do mundo (Raimundo Viturino) poema; (Art Serigrafia, CEF).
CONTRACAPA:
Pág.6: O Pinto pia (Pinto Jr.) Iolanda: Cotidiano imaginário de uma professora do primário; Escrevendo Sobre... (José Luiz) Campinenses se preparam para a Maratona de São Paulo; Poliesporte (Alberto Dias) Rosilene não convence; (Boa Esperança, Brilhart).

Expediente:
Jornalista Responsável: Evaldo Pedro (DRT/PB Nº 908); Conselho Editorial: Adriano Homero, Carlos Almeida e Mércio Araújo; Fotografia: Rivanilson Mangueira; Impressão: Gráfica União; Tiragem: 1500 Exemplares; Colaboradores: Alberto Dias, Anaelson Leandro, Cícera Isabel, Claudionor Vital, Douglas Silva, José Luiz, Marcelino Araújo, Pinto Júnior, Raimundo Viturino, Sandra Dias, SEEE. Correspondências: Cx. Postal 13 ou Pç. Augusto Donato, 355, CEP 58135-000 - Esperança-PB. Fundadores: Alexandro Almeida, Claudionor Vital, Evaldo Pedro, Jean Charles, João Araujo, Marcelino Araújo, Raimundo Viturino. Editores: João Araújo (1ª Fase); Evaldo Pedro (2ª Fase).
Até a Revista da Esperança

C49-107 De como o bicho-preguiça fez o caminho do burro

I- Um burro brabo se emancipou do patrão/ E na fuga fez caminho mata a dentro/ Entre árvores robustas e arbustos fez rebento/ Legando sua história à nova geração/ Seus perseguidores seguiram sua trilha/ Em ziguezague fizeram mais de milha/ E ampliaram aquela rota com razão.
II- Em respeito ao acaso e à natureza/ Caçadores mantiveram mesma rota/ Caravanas não mexeram na marmota/ Pra muita gente o vai-e-vem era beleza/ E um estrangeiro depois de muito tempo/ Notou outros caminhos em contratempo/ Rotas paralelas infindáveis de leveza.
III- Por que, então, esse estranho roteiro/ Destoando da paisagem que se vê? Por que, então, nada se viu a fazer/ Para mudar esse caminho primeiro? Os mais velhos lhe contaram a história/ Pelo que ainda guardavam na memória/ Do burro brabo que deu o tom derradeiro.
IV- Como mudar se não se quiser mudança? Como fazer se não se vê necessidade? E quem a viu, parecendo por maldade,/ Se reuniu a outras forças em aliança. O tempo passa até que vira disputa/ E tudo passa, nada muda, vira luta/ Mas se renova, amadurece a esperança.
V- Não se muda por pura acomodação/ E o que se faz feito bicho-preguiça/ Não muda porta, só troca dobradiça/ Só se incomoda quem percebe lentidão/ Como a preguiça fez o caminho do burro/ Lentamente a resposta vem por sussurro/ Superando o escravismo de gratidão.
VI- E assim engatinha um novo processo/ Para acabar com o rateio entre poucos/ E se, aos gritos, alguns ficaram roucos/ Não percam fala, evitem retrocesso. Novos caminhos se abrem pela frente/ Se tortos ou retos, depende da gente/ Traçar o rumo para obter sucesso.
VII- E as curvas que marcam o tal caminho/ Das pegadas desse burro fugitivo/ É um sinal nem um pouco furtivo/ De um suposto monarca em domínio. Refazer é então a palavra de ordem/ Para evitar o caos, nova desordem, Pra que Esperança não volte para o ninho.
Evaldo Pedro da Costa Brasil (Em 19 de Outubro de 2008)