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Soneto de Esperança

(Dedicado a Silvino Olavo)

Canto a tristeza como quem canta
a morte para a morte,
como quem perde o norte
em busca de uma alegria santa!

E ela fulminante se impõe,
desafinando a voz sem piedade,
impedindo a luz da realidade
semear razão no que se sonhe...

Mas eu me encontro com o sorriso
dando vez e voz ao meu cantar
para ter valor minha alegria

pois há crescimento e energia
a suprir meu justo caminhar
para construir o sonhado paraíso.

Evaldo Pedro Brasil da Costa
(Revista da Esperança, pág. 15, 3ª Edição, Ago. 1997)