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Mostrando postagens de Março 31, 2014

C49-174 Quando desatava os nós

(Um ET fazendo amor, pra dar o exemplo pra nós)

I
Era noite, eu não dormia
Lua cheia, céu estrelado
Fui caminhar acelerado.
Quando desatava os nós
Ouvia ao longe, algo gemia
A noite fria, sem calor
Em reverência, os girassóis.
II
Lá no jardim, cheirava forte
O benjamina, seu aflorado
Quis lá ficar acalantado.
Quando desatava os nós
Eu via longe, no rumo norte
Feito espinho de beija-flor
Armadilha dos anzóis.
III
Quando desatava os nós
Lua pálida e um ser alado
Me fez parar, ficar calado.
Abastecido em outros sóis
Numa encantadora orgia
Amanhecendo em louvor
No desenrolo dos lençóis.
IV
Lá no mural daquela escola
Um coração dilacerado
Uma lição, por regalado.
Quando desatava os nós
Vem nos dar uma esmola
Um ET fazendo amor
Pra dar exemplo pra nós!
V
Figura estranha, ato nobre
Eu lá estava, arregalado
Estupefato, admirado...
Quando desatava os nós
Doando a vida, coroado
Deixando a esmo seu andor
Gastando a força dos faróis.
VI
Ser temeroso em aparência
Estava lá, manifestado
Em corpo, materializado.
Quando desatava os nós
Via o div…

C49-175 O doutor mandou rebocar minha coluna II

Imagem
(Régua de 90 graus com as pernas de molambo)

I
Enfim, posso recomeçar
O relato da experiência
Da hipertrofia muscular
Como afirma’ as ciência’
Do que me mand’o doutor
Do que um amigo contou
Sobre este particular.

II
Imagina que meu braço
Saiu do convencional
Não ‘tá duro como aço
Mas saiu do meu normal:
A cada exercício feito
Parece ‘tar com defeito
Régua de noventa grau’.

III
A sensação não é pior
Que depois, quando ando
Eu tenho pouco suor
No corrimão apregando
Subir é uma moleza
Descer é que é dureza
Com as perna’ de molambo.

IV
Um amigo foi cuidar
Da coluna, como eu
Não deu certo o pelejar
Pelo que lhe aconteceu
Exercício inadequado
Ou falta de planejado
Sua coluna mais doeu!

V
Um pegou peso demais
Imitando uma baraúna
Se sacodindo pra trás
Deitou feito uma craúna
Batendo asas no rosto
Com a cara de desgosto
Vendo as estrela’ de ruma.

VI
Contam que um desavisado
Esqueceu de respirar
Se agachou, peso pesado
Não pode se alevantar...
As tripa’ colaram dentro
Nem toman’o chá de coentro
Ele pôde concertar.

VII
Mas até que eu ‘tô tranq…