sábado, 13 de dezembro de 2014

Cultura & Consciência Negra


Parceria entre a Quero Mais e a Prefeitura Municipal realiza o evento no Dom Palmeira
Professor “Morcego” e alunos da Escola Afro-nagô oferecem aula-espetáculo


No último dia 20 foi comemorado nacionalmente o Dia da Consciência Negra, data em que se registra a morte de Zumbi dos Palmares, em 1695, símbolo maior de afirmação das raízes afro-brasileiras.

Esperança, em cumprimento ao Plano Municipal de Ação do Selo Unicef (2013-2016) realizou nesta quinta-feira, 27, o Encontro Cultura & Consciência Negra. Na ocasião, a Associação Afro-cultural Quero Mais (http://grupo-queromais.blogspot.com.br/) foi anfitriã da iniciativa da Escola Afro-nagô de Capoeira, Campina Grande/PB (http://afronagocg.blogspot.com.br/), quando o professor Evaldo Batista “Morcego” esteve tratando da implantação da Lei 10.639/03 nas escolas, sobre a História e Cultura africanas na grade curricular.

O evento aconteceu na EMEF Dom Manoel Palmeira, à tarde. Além da palestra, contou com uma grande roda de capoeira, precedida de Maculelê e Coco de Roda do grupo Tirinete de Coco.
Saiba Mais:
Montada a infraestrutura necessária pela Prefeitura Municipal de Esperança, através da Secretaria de Educação e Cultura, os integrantes da Escola Afro-nagô de Capoeira, oriundos de Campina Grande, conheceram parte de Esperança ao irem almoçar no restaurante Bem Quentinha, no bairro Lírio Verde, de lá voltando a pé, caminhando pelas ruas da cidade entre o antigo Hospital Geral e a EMEF Dom Manoel Palmeira, local do evento.

Às 14h30, Evaldo Brasil deu início ao encontro Cultura & Consciência Negra, compondo a mesa com a vice-prefeita, senhora Roxana Costa Nóbrega, a subsecretária de Educação e Cultura, professora Carmery Monteiro, o Secretário de Assistência Social, Cizinho Dias, o Diretor da Associação Afro-cultural Quero Mais, ativista Marquinhos Pintor e o professor e palestrante do dia Evaldo Batista "Morcego".

Abrindo o evento, alusivo ao dia 20 de novembro, a vice-prefeita fez registro da importância histórica da luta de Zumbi dos Palmares; Marquinhos Pintor, anfitrião, considerou a necessidade da data não passar em brancas nuvens, o esforço dos parceiros da Seduc e a disposição do palestrante em cooperar com o movimento em Esperança.

Evaldo "Morcego", professor da Afro-nagô, reviu a trajetória dos negros escravizados ao longo da história da diáspora até Brasil, o período escravista e pós-abolição, defendendo a inclusão do tema no currículo escolar, em cumprimento a Lei 10.639, sem as idealizações romantizadas dos pintores europeus que a registraram. Ademais, apontou a importância do resgate histórico que se dá a partir de programas sociais como o Bolsa Família e a lei das cotas em concurso público federal. Em sua fala, noticiou que na terça-feira, a Capoeira fora reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, anúncio feito em Paris.

No momento de tirar dúvidas do público participante, "Morcego" explicou que a questão da Consciência Negra não diz respeito apenas a cor de pele, mas de identidade cultural, vez que o Brasil é uma nação negra por sua história e pelas estatísticas atuais que refletem a miscigenação. A professora Socorro Aparecida, quem por anos esteve a frente do projeto Britador em Ação, considerou que já trata a temática em sua sala de aula, mas lamentou não a ver ainda como conteúdo tratado por todos e pediu maior esforço neste sentido aos membros da equipe pedagógica presente.

Os presentes também tomaram conhecimento do sistema de graduação usado na capoeira, desde as cordas atribuídas às crianças até a que só os mestres alcançam depois de toda uma vida dedicada à capoeira e suas nuances rítmicas, históricas, de canto, de dança e instrumentos; dúvida levantada pelas coordenadora pedagógicas Joselice Barbosa e Fabiana Marinho

Costurada de alusões àquela produção cultural, essencialmente negra e referências à miscigenação especialmente com a cultura indígena, a palestra foi seguida de apresentações artísticas e como não poderia deixar de acontecer, uma roda de capoeira.

A Escola Afro-nagô/Tirinete de Coco apresentou números de maculelê, coco de roda e de resgate do cancioneiro popular referente à temática. Na roda de capoeira, apresentou os estilos Regional e Angola e jogou-dançou-gingou-cantou com o Grupo Quero Mais.

O auditória da EMEF Dom Manoel Palmeira esteva lotado de alunos da RME, do Mais Educação e seus monitores atendendo ao previsto no Plano Municipal de Ação para defesa da criança e do adolescente, edição 2013-2016 do Selo Unicef; em evento que só terminou às 17h da quinta-feira, 27 de novembro de 2014.

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Saiba ainda mais:

Tirinete de Côco
Grupo Campinense realiza releituras de músicos importantes do cancioneiro popular nordestino

Fundado em Fevereiro de 2012, pelos músicos e ativistas culturais Evaldo Batista (Morcego), Samarone Moura, Willians Cabral, Luan da Costa e Aslan Costa, o grupo Tirinete, vem levando ao público, muito côco de roda, ciranda e outros ritmos populares de nossa região.

Além de músicas próprias o grupo Tirinete, tem como proposta fazer releituras de artistas importantes da música popular nordestina, mas que são pouco conhecidos pelo grande público. Dessa forma o grupo recebe influências diversas, como Jackson do Pandeiro, Zé do Norte, Biliu de Campina, Jacinto Silva, Luiz Gonzaga entre outros.

“O que nos levou a formar o Tirinete, foi a vontade de evidenciar o cancioneiro da cultura popular, por isso em nossos shows tem muita música de domínio popular que estão no repertório de grupos tradicionais de côco de roda do nosso estado, como a Caiana dos Crioulos, Odete de Pilar, entre outros. O Tirinete é esse mistura cultural cantada e dançada, que infelizmente, a cada dia é menos valorizada”, afirma Evaldo Batista (Morcego), vocalista e panderista do grupo.

Mesmo com pouco tempo de palco, o grupo já vem colhendo bons frutos, recentemente recebeu o prêmio de “Grupo Revelação 2012” na 4° edição do Overdose, realizado pelo SESC Paraíba. Além do Overdose o grupo, foi a atração principal do encerramento da semana de Oficinas do Museu Vivo do Cariri e também do São João Multicultural do Bar do Tenebra. O Tirinete também já ultrapassou as fronteiras do estado da Paraíba e participou do programa “Pernambuco Cultural” do Mestre Lua de Olinda, que está disponível no https://www.youtube.com/watch?v=huCfS215L7Q&feature=fvsr
No mês de novembro o grupo está com a agenda bem movimentada, de 07 a 11 estará participando da 6° edição da Semana de Cultura e Arte de Sumé (SeCas), no dia 23 o grupo participará da Virada Cultural, promovida pelo DCE da Universidade Estadual da Paraíba e para fechar o mês de apresentações, o grupo será uma das atrações do Festival de Música de Raiz, promovido pelo SESC Paraíba.

Para outras informações sobre o grupo basta acessar o perfil no Facebook http://www.facebook.com/Grupotirinete e curtir a Fan Page do no link http://www.facebook.com/pages/Grupo-Tirinete/474442359253174?fref=ts .

Em http://www.livrepauta.com/2012/11/tirinete-de-coco-grupo-campinense.html acessado em 24/11/2014.