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Mostrando postagens de Dezembro, 2014

Frevinho de Libertação II | Evaldo Brasil | Esperança/PB

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Toda noite vai à luta
Todo dia se arrepia, corre,
Corre, vai,
Em busca da alegria de ser o que é.

Tanta miséria, tanta dor, tanta tristeza e dissabor.
Assim se perde a leveza,
Já não se pode voar,
Assim se perde.

Toda noite vai, à luta,
Todo dia, se arrepia, corre,
Corre, vai…
Em busca da alegria de ser o que é.

Para vestir-se de alegria até o dia clarear
Assim, se ganha leveza,
Assim se pode voar.

Na certeza de se reencontrar.

Evaldo Pedro da Costa Brasil
Em 30 de Junho de 2006.
Publicado originalmente em 2008.

Poema do Verso da Folha | Evaldo Brasil | Esperança/PB

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(Porque o papel e o lápis estiveram aqui)

Não me vem o verso que me veio ontem
Nem sequer aquele que me veio hoje
Estão longe, num neurônio natimorto
Queimados com ele – cerveja e vinho
Mas um papel e um lápis estão aqui…

Não vejo aqui quem me vem chegando
Nem sequer o olhar que me critica em flerte
Estão bem perto, num neurônio prematuro
Guardados com sabor e expectativa – venha!
Mas uma folha e o lápis estão aqui…

Enfim, vem versimagem dagorapouco
Sequer espero final perfeito – começo
Do nascimento de um neurônio normal
Gravado em grafite e celulose – veio!
Porque uma folha e uma taça estão aqui.

Evaldo Pedro da Costa Brasil
(Em 06 de agosto de 1994)
Leia também a postagem No Verso da Folha

Pluma Ativa | Evaldo Brasil | Esperança/PB

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Construir participando
Como quem se apruma
No rumo sutil de pluma
Para sol aqui chegando

Evaldo Pedro da Costa Brasil
Em 2006

Publicado originalmente em 2008

Asas | Evaldo Brasil | Esperança/PB

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A festa que não fui foi muito boa
Como um pássaro que sem asas voa
A festa que não fui novamente foi muito boa
Como um grito mudo que, mesmo assim, ecoa.

Evaldo Pedro da Costa Brasil
Em 28 de Novembro de 1992.
Publicado originalmente em 2008.

Passatempo | Evaldo Brasil | Esperança/PB

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A espera desespera ansioso/ E ansioso não espera ocasião/ O paciente apascenta ansioso/ E o ansioso se faz presa da razão
O mistério mistifica ardiloso/ E ardiloso não ministra delação/ A delação apazigua ardiloso/ E o ardiloso se faz presa da razão
A fôrma formaliza ocioso/ E ocioso não formula petição/ A petição incomoda ocioso/ E o ocioso se faz presa da razão
O pavio apavora belicoso/ E belicoso não belisca pavilhão/ O pavilhão se apresenta belicoso/ E o belicoso se faz presa da razão
A força fortalece mentiroso/ E mentiroso não ministra reação/ A reação reprimenda mentiroso/ E o mentiroso se faz presa da razão
O amor se faz bem mais primoroso/ E primoroso não se rende contrição/ O ser presente vivifica primoroso/ E primoroso se faz reza e oração.

Evaldo Pedro da Costa Brasil
(Entre 3 e 4 de Fevereiro de 2005)
Publicado originalmente em 2008.

C49-184 | A-2 Titico Celestino

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O genial e carismático Professor Pardal


Titico tocava em festa
Inda mais durante a missa
Todo o talento se presta
Isso nele era premissa
Cooperar na liturgia
Orgulho em toda liça.

Casado com Juliana
E pai de Dona Inacinha
Levou uma vida honrada
Estando longe de rinha
Soube fazer a política
Tino pra isso ele tinha
Inda mais se bem pratica
Na vida reta, na linha
O bem que dera fama

O homem empreendedor

Genial desde menino
Experimenta ao espiar
Na oficina do pai
Instrumento a tocar
A popular serafina
Laboratório sem par

Expert em mecânica

Criara um carro de som
A divulgar seu cinema
Realizou espetáculos
Inventando estratagema
Se destaca ao violino
Musicar era o seu lema
Agregado a sua esposa
Tinha ao lado um poema
Isso então engrandecia
Com Juliana poderia
Organizar belo esquema

Pode criar os bons filhos
Realizar-se na oficina
Orquestrar a sua vida
Formar a bela menina
Educar quem precisava
Socorro em obra-prima
Se prestando a ajudar
Orgulhou esse lugar
Registrando sua sina

Para manter-se ativo
A sua casa era cheia
Realizava o presé…

BV021 ao BV025 Lautriv Mitelob: Boletins Virtuais

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Cultura & Consciência Negra

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Parceria entre a Quero Mais e a Prefeitura Municipal realiza o evento no Dom Palmeira
Professor “Morcego” e alunos da Escola Afro-nagô oferecem aula-espetáculo

No último dia 20 foi comemorado nacionalmente o Dia da Consciência Negra, data em que se registra a morte de Zumbi dos Palmares, em 1695, símbolo maior de afirmação das raízes afro-brasileiras.

Esperança, em cumprimento ao Plano Municipal de Ação do Selo Unicef (2013-2016) realizou nesta quinta-feira, 27, o Encontro Cultura & Consciência Negra. Na ocasião, a Associação Afro-cultural Quero Mais (http://grupo-queromais.blogspot.com.br/) foi anfitriã da iniciativa da Escola Afro-nagô de Capoeira, Campina Grande/PB (http://afronagocg.blogspot.com.br/), quando o professor Evaldo Batista “Morcego” esteve tratando da implantação da Lei 10.639/03 nas escolas, sobre a História e Cultura africanas na grade curricular.

O evento aconteceu na EMEF Dom Manoel Palmeira, à tarde. Além da palestra, contou com uma grande roda de capoeira, prece…

C49-182 | A-1 Silvino Olavo da Costa

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ACRÓSTICO 1
(Poeta de Cisnes e Sombra Iluminada)

I
Silvino Olavo da Costa
Ilustre filho de Esperança
Levou uma vida ativa
Verificada em lembrança
Indício de uma peleja
No sonho que se almeja
Onde a vista lhe alcança.

II
O poeta dos cisnes
Levou curta vida ativa
Aventurou-se na Capital
Vislumbrando a formação
O apetite parnaso-cultural.

III
Diria de Esperança
A amada “Lírio Verde”.

IV
Caminhou de lá pra diante
O embaixador alvissareiro
Saltando de “João Pessoa”
Trilhando o Rio de Janeiro
Ao Direito em que ressoa.

V
Poemas plumas e sonetos
O menino nos brindou
Enterrou a filha infeliz
Tristezura, muita dor
A que mais bem lhe quis...

VI
Diria de sua casa
Estribilho de andorinhas...

VII
Coautor de independência
Indomável por sua terra
Seria guerreiro libertador
Não teria a mesma sorte
Em desgraça assim quedou
Ser vivendo em quase morte.

VIII
Enclausurou-se na insânia...

IX
Seria medianeiro
O poeta, o pensador?
Mal compreendido
Beatismo lhe pegou?
Rara mente com lampejos
Ainda assim nos brindou:

X
Iluminou aos cadinhos
Lida de novos valores

Nos Céus de Maio | Evaldo Brasil | Esperança/PB

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Os céus cobertos de algodão doce...

Ou seria sujeira química?