Especial | U-Perera | ZPDD

2017
18FEV17 O Zé Pereira, das madrugadas do sábado pro domingo de carnaval, virou Pereirinha durante o dia. FOTO&TRATO: Evaldo Brasil
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24FEV17 Para a noite, o materiao melhor elaborado, 
incluindo outras figuras como o Rapadurão... 
FONTE: Perfil Jornal A Cidade no facebook. TRATO: Evaldo Brasil.
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24FEV17 ... E uma alusão ao Galo da Madrugada. 
FONTE: Perfil Jornal A Cidade no facebook. TRATO: Evaldo Brasil.
2017
O Bloco Zé Pereira

O Carnaval de Esperança começa oficialmente no Arrastão do Sábado. Mas, ainda na madrugada, nos dias de hoje há o primeiro grito que se dá com a saída do “Bloco Zé Pereira” pelas ruas da cidade, acordando as pessoas para dizer que os festejos do Rei Momo se iniciam.

A tradição no Brasil remonta ao Século XIX e recebe influência portuguesa. Por aqui data dos anos 40 quando o carnaval se popularizou.

O “Pereira” é caracterizado por todo tipo de bagunça e tem um ar de mistério que fica por conta do seu percurso durante a madrugada. A música é conhecida em todo o país:
Viva o Zé Pereira, / Que a ninguém faz mal, / Viva a pagodeira / Nos dias de Carnaval, (...)
          
Mas, a letra trazida de Portugal era assim:
E viva o Zé Pereira, / Pois a ninguém faz mal, / E viva a bebedeira / Nos dias de Carnaval (...)
          
Por aqui ganhou até variação, como certamente em outros lugares:
Viva o Zé Pereira, / Viva o Juvenal, / Viva o Zé Pereira / Que é o bom do Carnaval (...)*

No Centro Artístico Operário e Beneficente de Esperança/CAOBE havia o baile pré-carnaval que acontecia no sábado. Adentrando a festa pela madrugada, ao sair daquele sodalício, ao primeiro canto do galo do domingo, as pessoas se juntavam a diversas troças e mascarados percorrendo as principais artérias numa verdadeira algazarra, gritando em coro:
“Olha o Pereira, / Viva o Zé Pereira”.

Nos anos 80, o Pereira saia da Comunidade S. Francisco. Segundo dizem, a sua estrutura era montada em uma caixa de geladeira, com uma grande cabeça confeccionada em papelão e arame. Para o folião brincar não precisava de uma vestimenta, qualquer trapo de roupa velha bastava para cair na folia.

Muita gente tinha medo de abrir a janela para assistir a sua passagem, o que nos faz lembrar a áurea de mistério que envolve o bloco.

Hoje há grupos que sobrevivem graças a abnegação de alguns foliões, que ainda conseguem levar para as ruas da cidade o velho bloco do “Zé Pereira”. Ainda saindo em mais de uma troça, do Britador, do Morro do Piolho e do Catolé ou unificado quando as dificuldades de apoio são mais fortes que o desejo dos brincantes.



*Veja outra variação, de memória, em Ana Débora Mascarenhas: http://asvoltasqueomundodar.blogspot.com.br/2017_02_01_archive.html



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