Vocações | Pastoril Esperancense | QRAA*

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SD *Quando religião e arte se associam na catequese. Aqui, os cordões encarnado e azul ladeiam o então Padre Palmeira, no antigo Salão Paroquial. FONTE: Perfil Cida Galdino, via Grupo Esperança-PB Terra Mãe no facebook. TRATO: Evaldo Brasil.
2016
Pastoril Esperancense
Suas origens, anteontem e ontem...
POR RAU FERREIRA* O pastoril é um folguedo popular exibido por mocinhas que defendem seus cordões encarnado e o azul, de Mouros e Cristãos, respectivamente. A temática gira em torno do nascimento de Cristo. A dramatização, através de canções que contam a aventura das pastoras, representa a visita delas à manjedoura, em Belém. É uma forma animada de se transmitir a história ao longo dos tempos.

Em Esperança a encenação ganhou força na década de 50, mas a tradição é bem mais antiga, pelo que podemos ver. João Tomaz, revisitando as suas memórias, menciona esse folguedo que já era realizado em nosso município em data muito anterior.

Naquele tempo, a apresentação acontecia durante os festejos da padroeira – N. S. do Bom Conselho – após os atos litúrgicos, segundo a fé cristã. Iniciava com um breve passeio pela avenida principal. As moças seguiam o condutor pela Rua Manuel Rodrigues, em direção à Matriz, que segurava um lampião de carbureto. À frente uma criança vestida de anjinho. Havia ainda as figuras do pastorzinho e da cigana. Em fila única ou dupla, dançavam balançando as saias com uma das mãos até chegar ao pátio da igreja, onde um mastro erguido no solo de terra batida aguardava o luzeiro.

A penumbra do lampião fazia com que as pessoas se aglomerassem em torno do palco para assistir as pastoras. Começava a cantoria. Durante a exibição, cada uma delas desfilava cantando, a fim de arrecadar dinheiro para os trabalhos paroquianos. Em alguns momentos os partidários chamavam uma em particular e alfinetavam dinheiro em sua bandeira. Quando não, a pastora visava um dos espectadores, descia do palco e lhe entregava uma flor, à espera da oferenda. Ao final o produto da arrecadação era entregue ao patrimônio da paróquia.

De tempos em tempos, a encenação é desmontada, permanecendo desativada, mas nunca esquecida. Passado alguns anos, alguém resolve remontar, com nova roupagem e direção. Temos notícia do pastoril comandado em diversos momentos da nossa história por Dedita e Corina Cabugá, em frente à Loja Ideal de Manuel Rodrigues; Adélia Neves, Hilda Batista, Vitória Régia Coêlho e Fátima Costa.

Acerca da participação de Vitória, transcrevo a seguir uma nota de jornal que ela guarda com carinho:“O Pastoril Nossa Senhora do Bom Conselho é composto por vinte garotas e dirigido de forma harmoniosa e habilidosa, pela sua criadora e patrona, a grande esperancense VITÓRIA RÉGIA COÊLHO, nossa ativista cultura e símbolo de expansiva inteligência e cooperativismo. As apresentações do pastoril são de forma espontânea e natural, e têm como palco principal a Rua Manuel Rodrigues de Oliveira. Ali, estas encantadoras meninas dão um toque de alegria e harmonia aos esperancenses e todos os presentes, nas festas de Nossa Senhora do Bom Conselho, devoção do Pastoril”.

A partir de 2009 a encenação voltou a se realizar nas ruas da cidade, organizada por Vitória Régia e Socorro Aparecida, então Diretora de Cultura do Município. Na apresentação, cerca de vinte moças disputavam a atenção dos esperancenses no largo da Igreja Matriz, próximo ao Calçadão. Em novembro de 2014, marcando a culminância do projeto “Mais Educação”, na Comunidade de Riacho Fundo, alunas da EMEF “Abel Barbosa de Souza”, remontaram o folguedo.

*FONTE: http://historiaesperancense.blogspot.com.br/2016/07/pastoril-esperancense.html

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