terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Coletivos | Bumba-meu-boi de João Marcolino etc. | DJBC

ANOS 70
SD O Boi, *dança junina que por aqui se brincava no Carnaval. ACERVO: João de Patrício. TRATO: Evaldo Brasil.
1997
16JUL97 O Boi de João Marcolino citado em poema. POEMA&TRATO: Evaldo Brasil.
2010
FEV10 O Boi Preto no cordão de frente da Escola de Samba "Morro do Piolho". FOTO&TRATO: Evaldo Brasil.
2011
06MAR11 O Boi da Escola de Samba "Morro do Piolho", do Mestre Marconi. FOTO: Marcos Câmara. TRATO: Evaldo Brasil.
2014
MAR14 O Boi da Quero Mais, abrindo alas das Troças. ACERVO: Associação Afro-cultural Quero Mais. TRATO: Evaldo Brasil.
2014
16FEV14 O Boi Acadêmico nº 01, da Última Hora, no concurso prévia carnavalesca. FOTO: Joelmir Ribeiro. TRATO: Evaldo Brasil.
2017
27FEV17 Abrindo alas para a Acadêmicos da Última Hora, o Boi de couro novo, pelas ruas da cidade.  FOTO&TRATO: Evaldo Brasil.
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O Boi de Marcolino

Foi Evaldo Brasil que me instigou a pesquisa, quando questiona em seu poema: “O que matou meu boi? O de João Marcolino/ Boi dos meus carnavais quando eu era menino" (Noção Planetária). Pinçando aqui e acolá reconstruí parte desta história, cujo complemento fica a cargo dos nossos leitores em seus comentários.

Conta a lenda que uma escrava grávida desejou comer a língua do boi do seu senhor, que o marido sacrificou para saciar a sua vontade. O animal era muito querido e por essa razão curandeiros foram chamados para ressuscitá-lo. A festa em si é a celebração quando o boi volta à vida.

Em muitos Estados se observa esta tradição, mas em Esperança na Paraíba a representação acontece no período de carnaval.

O Bumba-meu-boi ou Boi-bumbá esperancense se tornou mais conhecido a partir do bloco fundado por João Marcolino dos Santos em 02 de fevereiro de 1962. Apesar de existir em manifestações anteriores, este foi o mais original e duradouro bumbá de Esperança.

Adaptado ao tríduo momesco, o Boi de Marcolino chegou a ter 150 componentes que eram guiados pelo zabumba, triângulo e a sanfona ao som do “Boi da Cara-preta”. Era confeccionado em madeira e papelão, coberto com tecido de “chita”; e adornado com chifres naturais e espelhos de diversos tamanhos e formatos.

Outra característica nossa, foi a introdução de animais como o Urubu, quando então se cantava “O urubu tá com raiva do boi”.

O bloco saia às ruas na manhã do Domingo pré-carnaval conduzindo os foliões, permanecendo ativo até o final dos anos 80. Hoje o conhecido “Arrasta-tudo” é um remanescente do velho boi cujo criador era apenas um sapateiro da cidade.

Quem matou o boi? Não foi a mulher desejosa, pois nesta lenda ele vive depois. Por aqui, dizem que foi um tal de “Falta de apoio” que tem feito muitas vítimas culturais.
 Rau Ferreira